Agora é a vez delas: HOLDERS Part 2

Dessa vez ouvimos a voz delas que, além de Holdar também acompanham com o coração forte as altas e baixas do mercado.

No mês passado nos propomos a falar sobre a cultura “holder”, porém percebemos que o retorno era massivo com o público masculino, e observando isso procuramos filtrar nessa parte somente depoimentos das mulheres que fazem esse mercado ser mais bonito, sim vamos saber um pouco da história dessas mulheres que pensaram antes de seu tempo e enxergam o futuro nas criptomoedas.

Rafaela Romano

Meu nome é Rafaela Romano, sou mestranda pela USP, dona do blog (https://www.disruptivas.com/) que aborda diversos relacionados à tecnologias disruptivas. Idealizadora do Mulheres Falam sobre Bitcoin (https://www.facebook.com/groups/142236543113007/) , um projeto que busca fortalecer a presença feminina no ecossistema das cripto. E também uma das moderadoras do Bitcoin Brasil – o maior grupo de bitcoin brasileiro

A quanto tempo conhece criptomoedas?

Eu conheço sobre bitcoin há quase três anos. Minha incursão nesse universo foi bem tradicional. Já que eu ouvi sobre a tecnologia pela primeira vez em um fórum de discussão sobre Anarquismo. Dê lá pra cá, a questão da governança nas criptomoedas e a questão do consenso foram os tópicos que mais me interessaram. O vislumbre do bitcoin e a capacidade de dissociar o dinheiro de noções como banco, governos e instituições centralizadoras foram como uma prova de conceito de toda teoria anarquista que eu já vinha estudando há um tempo. Com o desenvolvimento dos meus estudos sobre mercados financeiros, sociedade de dados, governança por algoritmos e capitalismo informacional, o tema só foi ganhando cada vez mais espaço na minha vida.

Qual ou quais escolheu para trabalhar?

Eu tenho um portfólio bem diversificado. Ele é dividido em moedas de longo prazo, projetos inovadores com potência de médio prazo e projetos inovadores ainda em desenvolvimento que também chamo de moedas-teste. E 10% do portfólio é destinado ao day e swingtrade.

O por quê de ter escolhido holdar?

Existem três coisa que eu SEMPRE olho antes de entrar em qualquer projeto de longo ou médio prazo: 1)a relação entre emissão da moeda (inflação) e o mercado capital. Ou seja, se a inflação dela é realista o suficiente para não destruir a moeda;  2)O marketcap absoluto da moeda, que seria o tamanho de mercado que o projeto tem capacidade para alcançar enquanto tecnologia ; 3) o marketcap relativo, que é a analise da perspectiva de crescimento da moeda em relação às moedas que estão na mesma faixa do marketcap.

Cada moeda é alocada em um das três categorias: longo prazo, médio prazo ou teste.

As moedas teste são moedas que apresentam um projeto inovador no mercado mas que ainda não está definido a capacidade da equipe de desenvolvimento implementá-la, ainda não são populares e não apresentam uma comunidade muito bem consolidada. Mas que a inovação apresenta grande capacidade de altos lucros a curto prazo. Se o projeto começa a amadurecer, ele é promovido à médio prazo. Se o projeto se mostra fraco e a equipe não cumpre o roadmap, ele é retirado do porfólio. Exemplos: Envion, SingularDTV,  Steem Dollar, Shift.

As moedas de médio prazo são projetos que estão se tornando popular, que a equipe está entregando as novas atualizações no prazo certo, está entrando em novas exchanges, desenvolvendo aplicativos com boa usabilidade e que apresentam normalmente um market cap entre 70 milhões- 300 milhões.  Exemplos: BAT, Komodo, Ark, Gas,

As moedas de longo prazo são os projetos já estão consolidados, são os líderes de marketcap, já passaram por inúmeros problemas no decorrer do seu desenvolvimento mas ainda continuam disputando vivamente seu espaço. Exemplo: Bitcoin, Ethereum, Steem, deCRED, Ripple (chorem, rs), EOS, Neo, ZCash e Stellar.

E o que imagina no futuro do mercado.

Penso que acontecerá o massacre de muitas moedas que são simplesmente scam. O desenvolvimento sólido de um ecossistema empresarial usando a blockchain para solução de problemas industriais, o que inevitavelmente levará à valorização do mercado de criptomoedas. E o amadurecimento dos projetos. Com o tempo as pessoas vão acumular capital intelectual capaz de julgar e conhecer os projetos pela sua tecnologia e pelo problema que eles podem solucionar e não apenas pela especulação. O que ajudará e muito no amadurecimento do ecossistema e respectivo aumento do mercado capital.

 

 

Carolina Andrade

Sou Carolina Andrade, uma das sócias da GlobalMoney Trading, onde oferecemos serviço de compra e venda de bitcoin e altcoins via P2P.

Ouvi falar pela primeira vez sobre bitcoin no ínicio de 2016. O meu sócio estava fora do país e precisava enviar dinheiro para a família no Brasil, por isso pesquisou alternativas mais eficientes e resolveu utilizar bitcoin. Quando conheci as vantagens e todo o potencial revolucionário do bitcoin, logo me encantei e comecei a estudar mais sobre o assunto. Ao utilizar os serviços de negociação via P2P na época, notamos que o atendimento era lento e amador. Com isso, resolvemos profissionalizar o mercado P2P e criamos a GlobalMoney Trading focados em preencher essa lacuna atendendo profissionalmente todos os dias.  

Em 2016 só conhecia bitcoin, demorei alguns meses para conhecer outras criptomoedas e, infelizmente, não fui visionária em relação a isso. Somente em 2017, comecei a olhar as outras criptomoedas e a entender que em um mundo onde esse assunto fosse mainstream as pessoas conheceriam o bitcoin, mas também aquelas outras criptomoedas que oferecem propostas diferentes e igualmente interessantes.

Eu, particularmente, tenho uma posição um pouco maximalista em relação ao bitcoin, mas faço hold de algumas outras nas quais vejo grande potencial como Monero, Dash e algumas outras pequenas.

Faço hold de bitcoin porque foi a primeira criptomoeda lançada, uma tecnologia completamente disruptiva que até hoje tem se provado segura, sendo um modelo copiado por diversas outras criptomoedas que vieram em seguida.

Faço hold de monero porque também vejo grande potencial nessa criptomoeda devido a abordagem de privacy by default (privacidade por padrão) que oferece e acredito no dash por ser um grande candidato a se tornar uma criptomoeda para utilizar no dia a dia por ter taxa muito baixa e envio praticamente instantâneo.

Acredito que a longo prazo todas as criptomoedas que possuem propostas interessantes valorizarão. Esse tema tem sido cada mais debatido, mas ainda é um assunto restrito a um determinado grupo de pessoas e faixa etária. Conforme vai sendo discutido, mais pessoas conhecerão e mais o mercado se expandirá. Por isso, acredito que ainda há muito a evoluir. O caminho é a valorização, as criptomoedas serão cada vez mais estáveis e nós a usaremos no nosso dia a dia, mas isso acontecerá a longo prazo, uma grande mudança sempre acontece de forma progressiva e precisa de tempo para se estabelecer.

 

 

Natassja Christie

Meu nome é Natassja Christie, tenho 30 anos, sou carioca e formada em Administração, conheci o mercado de criptomoedas em Dezembro de 2016.

Comecei minha experiência com bitcoin, como a maioria, hoje meu portfolio tem bitcoin, bitcoin cash, litecoin, dash e ethereum, escolhi holdar porque acredito que as criptomoedas mudarão muita coisa na economia e, assim, ainda vão ter grande valorização.

Outra questão é que é difícil fazer operações que batam a lucratividade do hold, pra quem está disposto a esperar para realizar os ganhos, o hold sempre é mais vantajoso.

Acredito muito na força do bitcoin, por isso ele é o principal item no meu portfolio, acho que as outras moedas ainda dependem muito do mercado do bitcoin.

Estou esperando e acompanhando os processos de regulamentação ao redor do mundo, pois acho que isso é um fator extremamente crítico para o desenvolvimento do mercado. Não acredito que haja a possibilidade das criptomoedas serem extintas por causa de regulação, mas acho que a regulação pode sim desenhar se o caminho de evolução e adoção das criptomoedas será mais fácil e amplo, ou mais difícil e restrito. No entanto, proibir é absolutamente inviável.

Embora esteja acompanhando alguns projetos de ICO, acho ainda que é um mercado muito verde e que muitos projetos não tem futuro.

Acredito que as criptomoedas abriram uma porta para uma nova classe de ativos financeiros digitais e que isso terá grande impacto ainda no mercado financeiro.

Por último, vejo que as criptomoedas são um caminho sem volta, não vamos conseguir voltar para um mundo no qual elas, ou algum derivado delas, não existam.

 

 

Rangel Carlos

Meu nome é Rangel Carlos, tenho 24 anos e sou uma das co-fundadoras da empresa Rei do Coin.

Conheço o criptomercado a pouco mais de 1 ano e comprei minha primeira moeda mesmo ano passado. Começo de 2017 e desde então venho aumentando o número de moedas e a quantidade das mesmas.

Atualmente tenho uma carteira bem diversa. Algumas moedas comprei apenas por modinha por saber que outras pessoas estão comprando também e algumas eu comprei porque acredito. Entre as que acredito tem o Bitcoin, Etherum, também tenho alguma coisinha de Waves, RDC token e token do Epaminondas. As outras moedas são risco… Tenho Musicoin, ETN entre outras. Eu holdo como uma das formas de investimento. O que tenho holdado é porque acredito no futuro. Eu ainda acredito que vai ter muita turbulência no mercado. Acho que o mercado não está preparado para o mundo cripto mas estou fazendo o possível para trazer mais pessoas. Quanto mais pessoas o mercado tiver maior irá ser a valorização das moedas sérias, digamos assim. Acredito que o mercado será promissor. Tenho algumas datas futuras para verificar meu holder, até lá eu prefiro nem olhar quanto está valendo.

 

 

Bárbara Moraes

Me chamo Bárbara, tenho 29 anos, sou formada em finanças e estudo sobre Bitcoin desde 2014.  Tudo começou a partir do meu interesse pelas teorias das conspirações existentes mundo afora, iniciando com o estudo sobre o controle da população mundial pelas poucas famílias de poder no mundo, tais como os Rockefellers, chegando ao canal Ideias Radicais do Raphael Lima no Youtube, onde ouvi sobre uma moeda descentralizada, que poderia trazer a tão sonhada liberdade a todos, deixando-nos longe do universo dos interesses políticos,  eliminando as intervenções governamentais e livrando-nos da escravidão dos impostos, que nada mais é do que um roubo disfarçado.
Lembro-me de começar a procurar mais conteúdo a respeito do assunto, passava finais de semana vendo dezenas de vídeos no youtube para entender questões a respeito do Bitcoin, da blockchain, mineração, halving, exchanges e das criptomoedas em geral. Logo após a cotação da Bitcoin bater U$ 399,00 fiz minha primeira compra no Mercado Bitcoin, e posteriormente comecei a me interessar por trade, além de apostar em outras criptomoedas para hold. Acredito muito no potencial de algumas altcoins já estabelecidas no mercado, tais como Ethereum, Dash, e acompanho o esforço do time de desenvolvedores de outras criptomoedas, como a HTML que passou pelo SWAP há pouco tempo e tem grandes projetos a serem desenvolvidos  (https://www.htmlcoin.com/)
Escuto desde 2014 que Bitcoin é bolha, que morreu, que é esquema de pirâmide. Achei de certa forma muito ruim quando vi Bitcoin sendo explorado e debatido por “especialistas” da Rede Globo e de outros canais notoriamente despreparados para falar sobre o assunto, pois sabia que muitos iam se desesperar na corrida pelo ouro e criar o momento superinflacionado de dezembro de 2017, na expectativa de ganhar 150% de lucro em uma semana.
Bitcoin é para os fortes!!
Bitcoin é Hodl!!
Bitcoin não morreu!!!
Realmente foi muito interessante ver o quanto e de quantas formas todas essas mulheres se engajam e atuam nesse mercado, e como acreditamos que não é preciso chegar outubro para serem homenageadas, fizemos esse especial somente com elas para termos essa visão de como elas estão muito bem inteiradas no assunto.

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